Justiça Exponencial

Justiça exponencial: tecnologia, liderança e foco no cidadão

A justiça exponencial está atrelada à transformação digital no Poder Judiciário.

Embora seja promissora e tenha sua eficácia comprovada, a transformação digital no setor público ainda sofre algum tipo de resistência pela alta administração. No Poder Judiciário, o processo de digitalização das demandas é, de certa forma, recente.

Porém, a pandemia causada pela disseminação do novo coronavírus (Covid-19) acelerou a implementação de soluções que fazem parte da transformação digital, além de mudar a cultura organizacional das instituições.

Surge, então, o conceito de justiça exponencial, em que a celeridade e a eficiência são fundamentais na promoção da inovação e, claro, no foco da experiência do cidadão.

Neste artigo, você irá conferir como a tecnologia e a liderança são aliadas ao foco na experiência do usuário.

Continue conosco!

Influência da cultura digital

A evolução e disrupção das tecnologias emergentes vêm provocando mudanças no mindset dos gestores de vários setores. No Poder Judiciário, que é regido por normas mais rígidas, o processo de transformação cultural voltada à inovação vinha acontecendo de forma mais lenta, até a pandemia de Covid-19 chegar e acelerar o mindset da alta administração com tendência a resistência às mudanças.

Com a implementação de soluções tecnológicas no setor, os processos ganharam mais agilidade e os servidores tornaram-se mais produtivos.

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), estima-se que mais de 110 milhões de processos judiciais estejam em tramitação no país. Por isso, a celeridade e a eficiência são considerados os principais desafios do Poder Judiciário.

Para que a transformação digital aconteça, é preciso que todos os envolvidos estejam preparados, e isso inclui ter a mentalidade mais aberta para novos conhecimentos e desenvolvimento de novas habilidades. Promover a inovação no Poder Judiciário deixou de ser uma alternativa e passou a ser obrigatório, diante da quantidade de demandas e novas expectativas da sociedade.

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Liderança

O gestor no Poder Judiciário tem como responsabilidade o planejamento e direcionamento do trabalho de uma ou mais pessoas, monitorando o desempenho e o serviço entregue à instituição.

Entre as competências de um líder no setor, podemos citar:

  • Planejamento de ações que contribuam para o alcance dos objetivos organizacionais;
  • Coordenação da execução das atividades em sua unidade;
  • Atuação na melhoria dos processos de trabalho
  • Contribuição para a integração, cooperação e desenvolvimento de sua equipe.

A liderança também é importante quando o assunto é a transformação do mindset. Através dos líderes, novas estratégias são traçadas e discutidas junto à alta administração visando maior celeridade no processo de inovação no setor público.

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Entenda a Justiça 4.0

Como já dissemos anteriormente, com a chegada de novas tecnologias é imprescindível que o setor público acompanhe as tendências. Principalmente o Poder Judiciário que possui muitos procedimentos manuais.

A Justiça 4.0 concentra-se nas inovações tecnológicas implementadas ao setor, como automatizações através sistemas de gestão de pessoas e folha de pagamento, machine learning, inteligência artificial, Big Data, dentre outras soluções.

Em meados de 2006, o Poder Judiciário deu seus primeiros passos rumo à transformação digital com a digitalização dos processos. Neste momento em que estamos vivenciando a pandemia de Covid-19 com isolamento social, as audiências foram adaptadas para realização através de plataformas de vídeoconferência. Estes são alguns exemplos da Justiça 4.0

Flexibilidade e inovação fazem parte do conceito de Justiça 4.0.

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Justiça Exponencial com foco na experiência do cidadão

Antes do advento das novas tecnologias alcançar o Poder Judiciário, todas as demandas eram geridas manualmente, inclusive, a guarda de documentos processuais que ocupavam estantes nos gabinetes das varas.

Desta forma, todo a tramitação processual tornava-se lenta e com riscos de perda de documentos, misturas e chances de erros. Sem falar nos servidores que corriam o risco de desenvolver problemas de saúde devido à poeira e/ou mofo.

O cidadão não tinha acesso integral e organizado aos documentos ou, quando solicitava, não conseguia o retorno na velocidade com que precisava.

Felizmente, a inovação chegou promovendo mudanças culturais e trazendo o cidadão para mais perto da Justiça. As burocracias antes exigidas são amenizadas quando é possível verificar quais documentos o cidadão precisa levar na comarca, por exemplo.

Queremos dizer que ao contar com ferramentas e sistemas ERPs, como o Ergon, que automatiza a gestão de pessoas e folhas de pagamentos no setor público, a experiência do cidadão é otimizada e a entrega das demandas torna-se mais precisa e ágil.

Judiciário como plataforma

Como você vem acompanhando ao longo do artigo, a Justiça 4.0 faz parte da transformação digital no setor público. Existem plataformas como o PJE, que possibilita a padronização do trâmite processual, porém preservando as características inerentes a cada ramo da justiça.

Outras plataformas como ERPs, vídeoconferências e análise de dados vêm sendo implementadas no Poder Judiciário visando a celeridade nos prazos e o compromisso com o cidadão.

Inovação Multidisciplinar

Quando falamos em inovação, é importante lembrar que existem outras áreas envolvidas. É o caso dos profissionais da área de tecnologia da informação, responsáveis pelo desenvolvimento e manutenção das aplicações e sistemas.

Alguns órgãos da Justiça Federal já contam com laboratórios de inovação. A Justiça Federal de São Paulo possui o Laboratório de Inovação da Justiça Federal de São Paulo (iJuspLab), primeiro do Poder Judiciário Brasileiro.

Dentre os objetivos do iJuspLab está promover a importância de um ambiente colaborativo e inovador, que permita o melhor conhecimento das expectativas do usuário dos serviços judiciários.

Justiça Exponencial

Design Thinking

A utilização de métodos como o design thinking na gestão pública permite maior democratização do Poder Judiciário, além de possibilitar maior participação interna e externa nos processos de decisões.

O Design Thinking (Pensamento de Design, em sua tradução livre) consiste em um conjunto de técnicas provenientes da área de design, como o próprio nome indica, que auxilia as instituições na resolução de problemas e promove o crescimento dos negócios.

O foco principal da metodologia é a humanização dos processos, com a integração dos colaboradores e gestores aliada à centralização do processo de resolução.

Este conceito também pode ser aplicado ao desenvolvimento de novos produtos e serviços, de acordo com as necessidades do público-alvo. Para saber mais sobre este modelo de gestão, leia o artigo completo.

Neste artigo, você pôde compreender como a Justiça Exponencial está atrelada à transformação digital no Poder Judiciário e como a inovação no setor proporciona uma experiência do usuário mais satisfatória, com agilidade e eficiência.

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Até a próxima!

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